
O frio chega. O uivo lupino exala a massa condensada das baixas temperaturas das montanhas. Até mesmo lá em baixo predomina o inverno. Os lobos brancos se camuflam em meio a toda neve que cobre o solo.
A fina nevasca que levemente cai, confunde a vista daqueles que observam. Os espiritos dos ancestrais agora dançam. Círculos são formados e a neve que cai dá forma aos espectros que ali se encontram.
Os lobos apenas observam, atentos ao redor, pois a tempestade começa a aumentar. Os ventos sopram com mais força. Boréas de seu trono, como num uivo profundo, sopra a vida para o continente.
Já não se pode ver mais nada. Os lobos que se camuflavam na neve, agora se foram. Subiram as montanhas, e os mais ociosos adentraram para a floresta que estava mais próxima.
Os espíritos foram levados para longe, tão intensa a tempestade e o sopro hiperbóreo. E onde estará o sol, que há tempos não aparece? O continente é apenas iluminado pela luz da lua de inverno, que se encontra radiante e gélida. A lua que ilumina os caminhos lupinos, e os fortalece com sua egrégora.

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