O frio chega. O uivo lupino exala a massa condensada das baixas temperaturas das montanhas. Até mesmo lá em baixo predomina o inverno. Os lobos brancos se camuflam em meio a toda neve que cobre o solo.
A fina nevasca que levemente cai, confunde a vista daqueles que observam. Os espiritos dos ancestrais agora dançam. Círculos são formados e a neve que cai dá forma aos espectros que ali se encontram.
Os lobos apenas observam, atentos ao redor, pois a tempestade começa a aumentar. Os ventos sopram com mais força. Boréas de seu trono, como num uivo profundo, sopra a vida para o continente.
Já não se pode ver mais nada. Os lobos que se camuflavam na neve, agora se foram. Subiram as montanhas, e os mais ociosos adentraram para a floresta que estava mais próxima.
Os espíritos foram levados para longe, tão intensa a tempestade e o sopro hiperbóreo. E onde estará o sol, que há tempos não aparece? O continente é apenas iluminado pela luz da lua de inverno, que se encontra radiante e gélida. A lua que ilumina os caminhos lupinos, e os fortalece com sua egrégora.
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Em meio as árvores da floresta negra. Na densa névoa que paira sobre o solo fértil do cemitério antigo. Caminha o lobo que nascera dessa névoa de egrégora funesta.
O funeral acontece, sob a luz do cheio luar. As hordas de demônios banham-se com o sangue que jorra dos agora cadáveres que são dilacerados pelos famintos lobos.
A lua apenas serve como holofote para o funeral que ali se realiza. Um funeral macabro e aterrador. Que põe os homens para descansar sem nem mesmo sua hora ter chegado. A noite que começara há um tempo, parece que não acaba, e o sol desiste de retornar aos céus quão suprema é a posição da lua em seu estado. As hordas demoníacas veneram aos lobos. Um uivo estronda do meio da floresta. É o grande lobo da névoa. Confunde-se com seu tamanho e poder até mesmo Fenris. Porém, em sua destreza e agilidade, os ventos não conseguem acompanhá-lo. Seu hálito assombra os espíritos, que fogem da floresta e buscam os céus. Soberano, o lobo da névoa os devora, mostrando assim sua supremacia diante dos outros espíritos, que se ajoelham diante de tal demonstração de poder.
O sangue que escorre de seus afiados caninos cai como sereno sobre o cemitério. Os outros lobos que dilaceravam cadáveres uivam e veneram ao grande lobo. Os demônios evocam legiões de espiritos infernais para o culto que se realiza.
A lua cheia no centro do firmamento, clareia com sua funérea luz, de aura macabra e malevolente. As manifestações pagãs da natureza que presenciam os atos, fortalecem os ritos. Os lobos não cessam a canção. O coro de uivos torna a noite eterna. E a lua funérea.
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Essas são as palavras ouvidas de um uivo lupino, das longínquas montanhas do norte do mundo.O lobo que nasceu no meio da neblina, que se camufla no ar, aquele que constrói seu próprio caminho, em meio às falsas realidades existentes.As palavras que o lobo sábio, o poderoso lobo, uivou de cima das montanhas frias, são essas:"Quando vires que não há mais caminho a ser andado, não penses que ele já acabou, pois nunca conseguirás ter tudo aquilo que queres. Se pergunta por que? Respondo: Qual é a força que nos impulsiona a caminhar? Isso mesmo, o desejo de chegar ao final, mas quando conseguimos chegar ao final, o que devemos fazer? Buscar outra partida deste ponto.
Não fiques satisfeito com o final da jornada, a elevação só ocorre depois que conhecemos todos os caminho possíveis. Não só o conhecemos, mas que já o trilhamos. O seu lobo interior que te acompanha nestas jornadas o ajudará a se elevar....a crescer.
Lembrando que durante o percurso pode haver grandes escaladas, imensas covas e abismos, pedras e infinitos obstáculos, porém, a força prevalece e se não estiver pronto......
Não dependa de seu lobo, ele te auxilia, te faz companhia, porém, não devem ser distintos, devem ser apenas um.....o homem e o lobo....a dualidade....o lado racional aliado ao conhecimento e instinto animal que juntos formam o ser perfeito.
A força não é para todos. Somente aqueles que despertam de seu sonho na irrealidade mundana pode conhecer os segredos das vastas florestas, da selvagem existência e da real liberdade. Essa é a ascenção......o poder em elevação."Essas foram as primeiras palavras que o lobo uivou de cima das montanhas do hiperbóreo. Depois que os ruídos pararam de ecoar pelo mundo, o lobo sumiu por entre a névoa.
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Fúnebre floresta.........A névoa que paira sobre o úmido e desconhecido solo, fria....como neve....!
Sobretudo, o forte lobo consegue dar seus primeiros passos, para sua primeira caçada, sob a lua cheia, que ilumina a densa floresta. Onde espíritos, ninfas e os deuses caminham durante o dia. O lugar de onde o povoado ali, não muito distante, retira sustento. Porém, durante a noite, os lobos, os coiotes, e todo tipo de predador, caminham por entre as infinitas árvores, à procura de seu alimento, diversão....de sangue....de alguém que se perdeu por entre os corredores que quase formam um labirinto...
O mais novo lobo, aquele que se camufla na névoa espessa...aquele que já nasceu com seus instintos aguçados....e fome....de almas amendrontadas...de almas dependentes.
Por ali, só há o vazio. Os animais se calam diante de tão horrenda e macabra atmosfera.
A egrégora que se sente no momento, não é favorável à presa do novo lobo, aquele que nasceu de entre a névoa, sob a luz da lua cheia..........ele não é paciente, pois nem precisa esperar o momento certo para atacar.....sua vítima não pode vê-lo......uma massa de névoa encombre o rapaz que ali se perdera......lamentavelmente.....
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